Fábrica Klabin (PR)

Industria de Cimento Cimpor - João Pessoa (PB)

Fábrica de Discos Mocambo - Recife (PE)

Estacao das Docas - Belém (PA)

Fábrica Itambé - Sete Lagoas (MG)

Casa dos solteiros da "company town" Cia Industrial Pernambucana -Camaragibe (PE)

Fábrica de cigarros Sinimbu (RS)

Silos abandonados e ferrovia - Favela do Moinho, São Paulo (SP)

Fábrica de óleos vegetais - João Pessoa (PB)

SESC Pompeia antiga fábrica de tambores - São Paulo (SP)

Indústrias Matarazzo - São Caetano (SP)

Tinturaria e Estamparia Suzano - São Paulo (SP). Foto Glaucia Garcia de Carvalho e Douglas Nascimento

Fábrica de lâmpadas G.E. (RJ)

Chaminé da extinta Indústria Matarazzo - João Pessoa (PB)

domingo, janeiro 23, 2011

Avanco dos predios em Sao Paulo poupa apenas antigas chamines

VANESSA CORREA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


Chaminés na av. Francisco Matarazzo, em SP; valorização de terrenos leva ao chão antigos parques industriais

Mateus Bruxel/Folhapress
Chaminés na av. Francisco Matarazzo, em SP; valorização de terrenos leva ao chão antigos parques industriais



Manter de pé apenas as chaminés de antigas fábricas de São Paulo tem sido a estratégia das construtoras para conseguir a liberação dos órgãos do patrimônio histórico e, assim, ocupar os grandes terrenos do município com condomínios residenciais.
Na maioria dos casos, os galpões ao redor das chaminés, também com seu valor histórico, acabam no chão.
Especialista em patrimônio criticam a solução e veem na valorização dos antigos bairros industriais, como Mooca, na zona leste, e Lapa, na zona oeste, uma ameaça à preservação histórica do processo de industrialização.
Um empreendimento residencial de classe média, o Luzes da Mooca, cercará, com quatro torres de apartamentos, uma chaminé da antiga fábrica de açúcar União. Os galpões foram demolidos.
Na mesma rua, a Borges de Figueiredo, os galpões das antigas indústrias Duchen, Francisco Matarazzo e Fiat Lux foram parcialmente demolidos. A construtora Agre quer prédios residenciais ali.

Em dezembro, a Agre apresentou ao Conpresp, o órgão do patrimônio municipal, um projeto para construir um condomínio no local, com a preservação só da chaminé.
Enquanto o Departamento do Patrimônio Histórico, que emite pareceres técnicos para o Conpresp, elaborava o texto a fim de pedir o tombamento, parte dos galpões foi demolida. Rapidamente o DPH abriu processo de tombamento, o que garantiu a proteção da parte que restou.
O DPH, então, concluiu o estudo e pediu o tombamento das estruturas com face para a linha de trem da CPTM que passa atrás do terreno.
O pedido, pronto em 2007, nunca chegou, no entanto, a ser votado pelo Conpresp.
A Agre afirma que pretende preservar tudo o que o órgão municipal determinar.
O caso lembra o da Casa das Caldeiras, na avenida Francisco Matarazzo, na zona oeste, que foi demolida enquanto o Conpresp estudava o tombamento do imóvel, concluído em 1986.
Restaram duas chaminés e a casa de caldeiras. Os antigos galpões foram demolidos para dar lugar a prédios.
Para Nádia Somekh, arquiteta, professora do Mackenzie e conselheira do Conpresp, "preservar só um pedaço, como a chaminé, é um paliativo. É muito pouco."
Segundo Angela Rosch Rodrigues, arquiteta e mestranda da FAU-USP, existe no país certa dificuldade de se reconhecer o valor cultural de bens recentes, como o patrimônio industrial.
Regina Monteiro, idealizadora da Lei Cidade Limpa e diretora de paisagem urbana da prefeitura, cita como opção para a preservação a reciclagem do uso, como ocorreu com o Sesc Pompeia, instalado em uma antiga indústria.
Também em outras cidades paulistas há casos de preservação só das chaminés.
Em São Caetano do Sul, a prefeitura já autorizou a demolição das antigas Indústrias Francisco Matarazzo. Há um pedido de tombamento apenas das chaminés.



terça-feira, janeiro 11, 2011

Biennial focuses on Czech old industrial architecture

Prague, Jan 8 (CTK) - The first Czech events within the 6th International Biennial of Industrial Design, focusing on old industrial architecture, will take place next week though the biennial is to culminate only in autumn, Jiri Hlinka, from the media agency representing the biennial has told CTK.
In Kostelec nad Cernymi lesy, central Bohemia, a series of lectures on pulled-down old architecture will start on January 14.
Kladno, central Bohemia, will host an exhibition of student designs dealing with local defunct ironworks.
Another guidebook highlighting Czech old industrial architecture is being prepared, Hlinka said.
The motto of this year's biennial is The architecture of conversions - balancing between conservation, creative intervention and destruction.
This is also the name of the conference to take place in Prague in October.
"We want to present selected examples of conversions and a new, often unusual use of industrial heritage in the Czech Republic, and to point to the trends elsewhere in Europe," said Benjamin Fragner, from the industrial research centre at the Czech Technical University (CVUT).
The Biennial of Industrial Design will include tens of exhibitions, theatre performances, conferences and discussion events enabling meetings of investors with building owners, of architects with heritage conservationists and of university teachers with administrative officials.
More and more often, industrial complexes have been given the status of national cultural heritage, such as the old sewage water treatment plant in Prague-Bubenec.
At present, the Culture Ministry is deciding on whether a part of the Prague-Zizkov goods rail station will be declared a piece of national cultural heritage. The idea has been opposed by the complex's owner, the Czech Railways company, and by local politicians and developers who want to build a residence quarter on the site.

http://praguemonitor.com/2011/01/10/biennial-focuses-czech-old-industrial-architecture

sábado, janeiro 08, 2011

O obsoletismo da teconologia chega cada vez mais rápido



sexta-feira, janeiro 07, 2011

Moradores lutam pela preservacao de predio historico

A Mooca está correndo o risco de perder mais um importante marco do patrimônio histórico da cidade de São Paulo: o espaço ocupado desde 1910 pelo Moinhos Minetti Gamba, no qual está atualmente instalado o espaço de eventos denominado Moinho Santo Antônio, em mais um crime resultante da especulação imobiliária por que vem passando o nosso Bairro.  
Já há algum tempo várias lideranças do Bairro vinham solicitando dos órgãos públicos o tombamento não só daquele espaço, mas também de outros prédios históricos localizados na Rua Borges de Figueiredo ao longo da linha férrea, para ali ser instalado um pólo cultural, nos moldes de espaços semelhantes implantados em antigas áreas deterioradas em diversos países.
Os arquitetos e urbanistas Fernanda Valentim e Giancarlo Bertini definem bem a linha a ser seguida:
   
"A Mooca precisa de renovação, precisa, precisa de adensamento populacional, sim precisa, mas a Mooca também precisa de preservação de sua História. Tombar não é deixar o espaço vazio, é conservar e requalificar para um outro uso! E é este tipo de medida que devemos procurar para o eixo da Borges Figueiredo, sem deixarmos mais uma vez destruírem a história de nosso bairro e de nossa cidade."
O local, com uma área superior a 18.000 m2., antes pertencente à Fundação Péter Murányi e por ela alugado à Moinho Eventos, foi vendido às incorporadoras Stan Desenvolvimento Imobiliário e Quality Desenvolvimento Imobiliário, que pretendem erguer no local 4 megas torres de apartamentos, com 20 andares cada, tendo, para tanto, entrado com uma ação de despejo contra os atuais inquilinos. Por conta dessa disputa, o complexo Moinho Santo Antônio vem sendo alvo de uma briga judicial.
Segundo a assessoria de imprensa das incorporadoras, o projeto para construção do Residencial Moinho está em análise no Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo). Em contrapartida, o locatário Irineu Salvador Ruffo, um dos empresários da Moinho Eventos, também entrou na Justiça.

Ele quer a sua permanência no imóvel e, conseqüentemente, a renovação do contrato por mais cinco anos, defendendo a preservação do Moinho em toda a sua totalidade, pois acredita que tudo ali tem o seu valor histórico.

Além do dano ao patrimônio histórico, um outro aspecto vem sendo discutido, não só nesse caso, mas no que se refere ao processo de verticalização excessiva prevista para o bairro da Mooca no curto prazo, diante da insuficiência de infra-estrutura na região para suportar esse aumento populacional com sérios reflexos para a qualidade de vida, hoje sabidamente um dos pontos fortes do Bairro que temos que preservar a todo custo.
O Moinhos Minetti Gamba
Entre os vários exemplos de indústrias que tiveram à frente italianos, está o Grandes Moinhos Gamba, cujo fundador, Egidio Pinotti Gamba, é considerado um dos grandes industriais italianos que prosperaram no Brasil e tiveram destaque no cenário industrial de São Paulo. Nascido em Revere na província de Mantova, em 29 de março de 1872, veio ao Brasil com apenas 10 anos de idade e deu seu primeiro passo no comércio local que naquela época era ainda embrionário.
Com uma visão que ia além de seu tempo, entra para a indústria e passa a se dedicar de forma expressiva, tanto que a produção oriunda de suas fábricas e anexa era tida entre as melhores do país, com destaque para a moagem de trigo e a fabricação de óleos vegetais, sabão, refinaria de açúcar e sal, polimento de arroz, e até mesmo fabricação de tecidos de lã e algodão.

É ele o responsável pela construção, por volta de 1910, de um dos maiores moinhos de trigo, localizado no bairro da Mooca, na Rua Borges de Figueiredo, 510.
O "Óleo Gamba", puro e inodoro, estava entre as marcas mais procuradas no mercado, e era também de alta qualidade a produção obtida de diversas marcas de sabão para uso de lavanderia. Anexo ao local das fábricas, encontrava-se um escritório e serraria mecânica e uma seção de pintura para reparo e manutenção das máquinas.

Até 1934, as instalações industriais pertenceram à firma Grandes Moinhos Gamba. A partir desta data, passam a denominar-se Grandes Indústrias Minetti-Gamba, com a ampliação e modernização das instalações existentes. A fábrica explorava a moagem do trigo, produção de sabão e de óleo vegetal para mesa, salada e cozinha.
Dentre os seus produtos destacavam-se as marcas da farinha Maria e Savóia, bem como o sabão Negrinho e o óleo vegetal Sublime, extraído do caroço do algodão. Segundo folhetos publicitários da época de funcionamento do Moinho, os edifícios voltados para a rua Borges de Figueiredo abrigavam a maquinaria para refinação de óleo vegetal. Nessas publicidades, faz-se menção à grandiosidade da produção do Moinho e da qualidade de suas instalações.
Após o encerramento das atividades dessa empresa, o espaço até então ocupado ficou em desuso até que, em 1994, o empresário da noite Ricardo Amaral, junto com José Victor Oliva e outros sócios, restauraram a área e montaram o Moinho Santo Antonio, badalada casa noturna que funcionou até o início de 2000, quando a parte societária foi vendida para quatro empresários que montaram o Moinho Eventos, que loca os espaços para grandes festas, casamentos, formaturas, gravações de clipes e cds, comerciais e leilões de animais, local esse por onde tem passado diversas personalidades do mundo artístico e da música.

Em recente visita a essas instalações, promovida pelos coordenadores do movimento pró tombamento desse patrimônio histórico, muitas pessoas que só conheciam o local “por fora” ficaram impressionados com a beleza arquitetônica e paisagista do local, passando a serem também defensores ardorosos de sua preservação.
 
Colaborou: Elizabeth Florido 
Fonte: http://www.portaldamooca.com.br/moinho.htm

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Patrimonio Industrial y turismo: una opción para comunidades obreras

Patrimonio Industrial y turismo: una opción para comunidades obreras
Apuntes sobre el barrio BENITO LEGERÉN de Concordia

Por Darío Martínez (*)

Según la generalidad teórica acerca del término patrimonio, encontraremos definiciones que refieren mayoritariamente a la idea que el mismo se conoce como todo lo que se hereda de los padres. Desde esta noción existen opiniones críticas en cómo y quiénes escogen cuáles son los bienes patrimoniales a conservar y exhibir en una comunidad. A continuación, algunos conceptos y conclusiones emergentes de una investigación realizada en el barrio Benito Legerén de Concordia durante 2010.

Patrimonio 
Sobre este tema Fernández y Guzmán Ramos (2003) sugieren que el patrimonio tiene relación con la identidad de un grupo (es decir, cómo este se concibe a sí mismo),  frente a las posturas que designan aquello que es o pueda ser patrimonializable. Por lo tanto, sería la propia comunidad la que refiere a sus bienes culturales y los activa como patrimonio.  El proceso de activación, desde esta última postura, ocurre en el ámbito local y no depende de decisiones externas. Según García Canclini (1993), tiene preponderancia la construcción social de los símbolos frente a los bienes materiales heredados.  Por su parte, desde la arquitectura, Garré (2001) explica que:
Desde inicios de los 80's se da por terminada la concepción de patrimonio que centraba su análisis exclusivamente en valores estéticos y simbólicos de las obras consideradas, hasta incluir hoy distintos elementos culturales (sociológicos, productivos, tecnológicos, etc.) e incorporando el contexto urbano y ambiental,… (Garré, 2001:14)
Desde una mirada cualitativa, interesa conocer la valoración que los residentes asignan a las actividades vinculadas con el trabajo, sociales, culturales, que dieron origen a la comunidad y que, se supone, devinieron en bienes culturales tangibles e intangibles. En tal sentido, Arévalo (2004) expresa: "Los bienes patrimoniales constituyen una selección de los bienes culturales. De tal manera el patrimonio está compuesto por los elementos y las expresiones más relevantes y significativas culturalmente" (Arévalo, 2004:929). La construcción simbólica y representaciones de la comunidad se expresan en la identidad y en lugares de la memoria que son referidos de manera continua y determinan su actual forma de vida. Estas expresiones de identidad, por lo tanto, son visibles en "las señas y los rasgos identificatorios", los que  "configuran el patrimonio." (Arévalo, 2004:929).

La evolución tecnológica y el desarrollo económico han delimitado territorios en los que se localizan edificios, viviendas, complejos fabriles y parques industriales, los que pueden relacionarse con la idea de patrimonio industrial.  Según el Commitee For The Conservation Of The Industrial Heritage (2003)  (Comité Para La Conservación del Patrimonio Industrial) el Patrimonio Industrial se compone de los restos de la cultura industrial que poseen un valor histórico, tecnológico, social, arquitectónico o científico. Dentro de este marco, se agrega que los restos consisten en edificios y maquinaria, talleres, molinos y fábricas, minas y sitios para procesar y refinar, almacenes y depósitos, lugares donde se genera, se transmite y se usa energía, medios de transporte y toda su infraestructura, así como los sitios donde se desarrollan las actividades sociales relacionadas con la industria, tales como la vivienda, el culto religioso o la educación.

Los frigoríficos, junto con las explotaciones petrolíferas, mineras, caña de azúcar, ferrocarriles, galpones de esquila de la Patagonia y la industria forestal, son las expresiones industriales más reconocibles con la prosperidad de la Argentina desde finales del siglo XIX hasta mediados del siglo XX (Norrild, 2002:16).
No obstante, la activación del patrimonio es un carácter de cada sociedad, de acuerdo a la percepción y definición de cada caso, en los que las experiencias previas, creencias e idiosincrasia influyen en ese proceso. En el caso de grupos definidos sobre la misma base socio-económica, étnica o religiosa, se afirma que "comparten la misma percepción del patrimonio" (Aplin, 2002:30).

Los company town  (pueblos fábrica) tuvieron la particularidad de dominar un amplio territorio, el que proveía materia prima, medios de transporte y recursos para su funcionamiento. Bajo estas condiciones, el ordenamiento del paisaje ocurría con impacto social en la comunidad, con la construcción de viviendas y espacios comunes para los obreros. Este modelo fue utilizado por industrias ligadas a los recursos naturales y las extractivas. En el caso de los frigoríficos, el aprovechamiento de la energía laboral y la ausencia de un mercado laboral previo, obligó a las empresas a organizar el espacio urbano con su correspondiente sistematización.

Frigorífico CAP YUQUERÍ, un atractivo latente

El barrio Benito Legerén, al sur de Concordia, se caracteriza por su dinámica de poblado de campo en lenta urbanización. Su pujanza se sitúa en la historia de los grandes frigoríficos de la Argentina de la década del ´30 (siglo XX), cuando el mercado de las carnes y el modelo de producción de la época demandaba numerosos obreros. Es así, que ferrocarril mediante, Benito Legerén adquirió importancia como asentamiento de trabajadores para el funcionamiento del Frigorífico Yuquerí, el que faenaba diariamente alrededor de 800 cabezas de ganado vacuno. En este contexto, ese barrio se fue consolidando en un poblado dependiente del frigorífico y también como sociedad con dinámica propia, fundando sus propios espacios públicos como la plaza, iglesia, centro cultural y club social.

En la actualidad, luego del cierre definitivo del frigorífico a principio de los '80s, el barrio mantiene los rasgos de aquella comunidad, aunque con su patrimonio arquitectónico (caseríos de obreros) e industrial (estructuras del frigorífico) en estado de deterioro avanzado. Los actuales habitantes, en su mayoría descendientes de aquellos trabajadores, han mantenido cierta actitud de pertenencia al lugar y respeto por los vestigios de la empresa que empleó a sus abuelos y padres, por lo que la posibilidad de impulsar una puesta en valor de los espacios con valor patrimonial sería viable, en el supuesto que exista consenso en la comunidad.
Un antecedente cercano a estas experiencias relacionadas con el patrimonio es el caso de Pueblo Liebig - en la zona de Colón, Entre Ríos -, en el que la comunidad ha encarado una clara disposición al turismo industrial, aprovechando las estructuras del Liebig's Extract of Meat Company. Si bien no sería prudente pensar en una réplica de este caso para Benito Legerén, es atinado anticipar que tarde o temprano podrían surgir desde distintos sectores propuestas fundadas en  el negocio del turismo con las que se deberán armonizar intereses bajo una política de turismo exclusiva para ese barrio.

En el caso de Benito Legerén -una zona no turística-, el patrimonio reconvertido y utilizado como recurso turístico puede aportar al bienestar social o calidad de vida. Prats, en referencia a estas comunidades, afirma que, si bien pueden estar en situaciones de armonía con el patrimonio y cierta contribución de este a la mejora de la calidad de vida, "no por ello se suele renunciar, con mayor o menor fundamento, a la expectativa de participar mediante la activación patrimonial y en mayor o menor medida del gran negocio turístico" (Prats, 2003:130).

El patrimonio de Benito Legerén  continúa reproduciéndose en escritos y material fotográfico circulante por Internet , en el que se publican lugares -como la escuela, frigorífico, playas- a la par de anécdotas, poemas y citas de personajes. También son notables las recurrentes referencias al establecimiento frigorífico -"el frigorífico"; "el Yuquerí"-, lo que permite aseverar que es un factor fundamental de identidad y diferenciación de sus habitantes, tanto en épocas de prosperidad como en la actualidad. Es común encontrar en los relatos -de viejos y jóvenes- una evidente pertenencia y defensa de valores de la comunidad, centrados especialmente en torno al trabajo y a vecinos referentes del barrio. Este reconocimiento del patrimonio por parte ex obreros y descendientes evidencia un proceso identitario intergeneracional.  La pertenencia, alcanzando hasta tres generaciones, parece superar el escollo de la ausencia de la fábrica como referente principal de la comunidad.

Es incuestionable que la situación en el presente de la comunidad es de precariedad en su infraestructura, vías de acceso y  servicios básicos. La comparación con épocas de plena producción del frigorífico Cap Yuquerí  y la actualidad, pone de relieve las diferencias socioeconómicas entre estas realidades históricas. También es una característica de estos tiempos la velocidad del recambio tecnológico y la obsolescencia temprana que afrontaron las industrias al final del siglo XX.

El interés del turismo cultural por estos baldíos industriales es una oportunidad para Benito Legerén, por lo que es interesante la posibilidad de encarar acciones que permitan visualizar los intereses de la comunidad y su posición frente al fenómeno del turismo como alternativa genuina de desarrollo

BIBLIOGRAFÍA
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* Licenciado Binacional en Turismo (UNER-UDELAR)
E Mail: dariofcad@yahoo.com.ar

Award for firm that rescued town's industrial heritage


Potter & Holmes Architects’ transformation of a dilapidated electricity sub-station that once helped power the London tram network has won a local townscape award.
The project involved the renovation and conversion into offices of Kingston-upon-Thames’s Edwardian sub-station which was one of the first to electrify the previously horse-drawn trams operating in London.
It took two years, four planning applications and consultations with English Heritage and the Museum of London before work could begin.
Then rotting timbers were replaced with new concrete floors, windows were upgraded to a higher standard of insulation and internal walls, new stairs and a roof terrace were added.
Now, the project has been awarded a Tony Leitch Prize for Townscape by the Kingston Society.
Other winners were Kris Garner of UV Architects for a “modest” block of flats “of superior character” at No 1 Cross Road, Kingston; Paul Edey of IID Architects for St Andrews church hall, Surbiton; and his colleague Simon Tupper for a small design project at Tiffin Boys’ School.


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