Fábrica Klabin (PR)

Industria de Cimento Cimpor - João Pessoa (PB)

Fábrica de Discos Mocambo - Recife (PE)

Estacao das Docas - Belém (PA)

Fábrica Itambé - Sete Lagoas (MG)

Casa dos solteiros da "company town" Cia Industrial Pernambucana -Camaragibe (PE)

Fábrica de cigarros Sinimbu (RS)

Silos abandonados e ferrovia - Favela do Moinho, São Paulo (SP)

Fábrica de óleos vegetais - João Pessoa (PB)

SESC Pompeia antiga fábrica de tambores - São Paulo (SP)

Indústrias Matarazzo - São Caetano (SP)

Tinturaria e Estamparia Suzano - São Paulo (SP). Foto Glaucia Garcia de Carvalho e Douglas Nascimento

Fábrica de lâmpadas G.E. (RJ)

Chaminé da extinta Indústria Matarazzo - João Pessoa (PB)

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terça-feira, fevereiro 19, 2013

Blog Sardegna abbandonata

Confiram o belíssimo blog Sardegna abbandonata sobre edifícios abandonados na Sardenha, Itália, com ênfase no patrimônio industrial.



terça-feira, dezembro 04, 2012

Inauguração do Louvre-Lens na antiga região mineira de Nord-Pas-de-Calais


Foi inagurado hoje pelo presidente francês François Hollande uma filial do museu do Louvre na cidade de Lens na região Nord-Pas-de-Calais. O museu, situado sobre o poço de carvão 9-9 bis cuja exploração foi encerrada em 1960, foi pensando como uma ferramenta para promover a revitalização de um território afetado pelo declíneo da mineração de carvão e pela desindustrialização. O Louvre-Lens espera ser o símbolo do renascimento dessa antiga cidade mineira de 35 mil pessoas, onde o desemprego atinge 16% da população. 

O projeto foi realizado pelos arquitetos da agência japonesa Sanaa e é constituído de cinco edifícios discretos e baixos que se estendem por 28.000 m2, sendo 7.000 m2 de superfície de exposição. O museu está circundado de um parque desenhado por Catherine Mosbach, que clui 11 entradas direcionando os visitantes para o museu. Inspirado pelas marcas deixadas no território por séculos de atividade mineradora, o projeto buscou valorizar a memória e história da mineração. Assim, o layout do parque segue o traçado das antigas ligações ferroviárias entre os poços de carvão e a entrada histórica do local e o poço foram preservados.

O novo Louvre-Lens, contemporâneo, sintético e pedagógico, a antítese da visão enciclopédica que define o Louvre em Paris, será aberto ao público no dia 12 de dezembro de 2012.

Para saber mais: 
Site oficial do Louvre-Lens

Informações sobre a região Nord-Pas-de-Calais na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.



François Hollande, diante quadro "La Liberté guidant le peuple" de Delacroix




 




sexta-feira, março 09, 2012

Processo de desindustrialização no Brasil?


Participação da indústria no PIB recua aos anos JK
Reportagem da FOLHA DE SÃO PAULO - link 
Agnaldo Brito

A participação da indústria no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro recuou aos níveis de 1956, ano em que o presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976) deu impulso à industrialização do país ao lançar seu Plano de Metas, que prometia fazer o Brasil avançar "50 anos em 5".
Desde então, jamais a fatia da indústria manufatureira do país na formação do PIB havia alcançado nível tão baixo quanto o apurado em 2011.
No ano passado, a indústria de transformação -que compreende a longa cadeia industrial que transforma matéria-prima em bens de consumo ou em itens usados por outras indústrias- representou apenas 14,6% do PIB.
Patamar menor só em 1956, quando a indústria respondeu por 13,8% do PIB. De lá para cá, a indústria se diversificou, mas seu peso relativo diminuiu. O auge da contribuição da indústria para a geração de riquezas no país ocorreu em 1985: 27,2% do PIB. Desde então, tem caído.
"Temos energia cara, spreads bancários dos maiores do mundo, câmbio valorizado, custo tributário enorme e uma importação maciça. A queda da indústria no PIB é a prova do processo de desindustrialização", afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, aponta dois fatores que explicam o declínio da indústria na formação do PIB: o avanço dos serviços e da agricultura; e o crescimento das importações.
"A importação pode modernizar o país, mas dependendo do que se importa prejudica a indústria. E esse setor é importante por ofertar boa parte dos empregos mais qualificados", disse.
ALERTA
O governo diz que tem monitorado o comportamento da indústria, e reconhece que há um processo de "desintegração de alguns elos" da cadeia industrial, mas evita falar em desindustrialização.
Heloísa Menezes, secretária do Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, acha que o Programa Brasil Maior, -lançado pelo governo Dilma no ano passado para socorrer alguns setores da indústria- pode ajudar as empresas a enfrentar a valorização do real em relação ao dólar, que favorece os importados.
"A atual taxa de câmbio, de fato, atua no sentido contrário ao nosso esforço de dar condições de competição à indústria", disse.
Samuel Pessoa, sócio da consultoria Tendências e pesquisador da FGV, avalia que a situação da indústria piorou a partir de 2008, fundamentalmente devido à crise internacional -que expandiu a oferta de produtos manufaturados para o Brasil- e a boa demanda internacional de produtos primários vendidos pelo Brasil. "A taxa de câmbio só está refletindo essa situação", afirmou.
Para a Abece (Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior), é um erro imputar às importações a queda da indústria no PIB. "A importação brasileira é saudável. A perda de participação da indústria no PIB ocorre pela falta de competitividade do setor, não por causa da importação", disse o presidente, Ivan Ramalho.