Fábrica Klabin (PR)

Industria de Cimento Cimpor - João Pessoa (PB)

Fábrica de Discos Mocambo - Recife (PE)

Estacao das Docas - Belém (PA)

Fábrica Itambé - Sete Lagoas (MG)

Casa dos solteiros da "company town" Cia Industrial Pernambucana -Camaragibe (PE)

Fábrica de cigarros Sinimbu (RS)

Silos abandonados e ferrovia - Favela do Moinho, São Paulo (SP)

Fábrica de óleos vegetais - João Pessoa (PB)

SESC Pompeia antiga fábrica de tambores - São Paulo (SP)

Indústrias Matarazzo - São Caetano (SP)

Tinturaria e Estamparia Suzano - São Paulo (SP). Foto Glaucia Garcia de Carvalho e Douglas Nascimento

Fábrica de lâmpadas G.E. (RJ)

Chaminé da extinta Indústria Matarazzo - João Pessoa (PB)

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terça-feira, fevereiro 19, 2013

Blog Sardegna abbandonata

Confiram o belíssimo blog Sardegna abbandonata sobre edifícios abandonados na Sardenha, Itália, com ênfase no patrimônio industrial.



terça-feira, fevereiro 28, 2012

Série Patrimônio Industrial do Brasil (Maranhão)

Esta série de posts apresenta os bens do patrimônio industrial tombado pelo IPHAN. Cada post apresentará o patrimônio industrial de um estado brasileiro.A descrição dos bens foi obtida no Arquivo Noronha Santos do IPHAN.


Maranhão


Sítio do Físico: ruínas (São Luís)
Descrição: Sua construção data de fins do século XVIII e início do XIX, situada à margem direita do rio Bacanga. Era de propriedade do Físico-mor da então Capitania Geral do Maranhão, Antônio José da Silva Pereira. 
Sua importância está relacionada ao fato do local ter abrigado a primeira indústria da região, com o beneficiamento do couro, arroz e ainda a fabricação de cera e cal. Além disso, após a morte do físico em 1817, passou a fabricar fogos de artifícios. Faziam parte do conjunto, além da residência do físico, curtume, fornos, conjunto de tanques, poços, armazéns, cais, laboratório, rampas, telheiros e canalizações com caixa de distribuição para os tanques. 
Suas ruínas encontram-se entre os mais preciosos Sítios Arqueológicos do país. Em 1976, foi feito o "Relatório de Pesquisa Arqueológica-Histórica e História sobre o Sítio Santo Antônio da Alegria (Sítio do Físico)". Através desse trabalho inúmeras informações foram levantadas, como os vários padrões de azulejos, do período pombalino.

Data de tombamento: 29-1-1981


Sítio do Físico (foto de Bernardo Costa Ferreira)

Sítio do Físico


Fábrica Santa Amélia: prédio (São Luís)
Descrição: O prédio onde funcionou a Fábrica Santa Amélia abrigou, primeiramente, a fábrica da Companhia de Lanifícios Maranhense, instalada em 1892. Com a falência desta, a fábrica e o maquinário foram arrematados em leilão, por Cândido José Ribeiro, em 1902 e, somado à Fábrica São Luís, passou a constituir o "Cotonifício Candido Ribeiro". 
A fábrica funcionou por 64 anos, sendo fechada em 1966, tendo grande importância no processo de industrialização do Maranhão, iniciado em meados do século XIX, produzindo inclusive para exportação. 
A construção inicial em pedra, cal e tijolo teve que ser reforçada no seu sistema estrutural, com a introdução de elementos metálicos como vigas e pilares, na época da instalação da Fábrica Santa Amélia. Além disso, seu espaço foi ampliado com a construção de dois acréscimos laterais térreos, de estrutura metálica modulada, importada da Inglaterra. 
A fachada, resultado da construção em várias épocas, guarda, entretanto, uma distribuição harmoniosa, simétrica, tendo no corpo central dois pavimentos e mirante revestidos de azulejos portugueses. Próxima à porta principal, se encontra notável escada de metal helicoidal, de origem inglesa. 
O terreno situado atrás é revestido de paralelepípedos, possuindo um grande poço do qual era retirada a água que servia ao prédio e uma chaminé de tijolo refratário de aproximadamente 28 m de altura. 
O edifício conserva sua estrutura espacial muito próxima das condições originais, não apresentando problemas de ordem estrutural e descaracterizações importantes. Estas resultam em geral da utilização atual do imóvel e limitam-se a fechamentos de vãos, subdivisão de compartimentos etc.

Data de tombamento: 1-7-1987


Uso Atual: Universidade Federal do Maranhão
A UFMA anunciou recentemente que o imóvel de 9 mil metros quadrados divididos em sete unidades será transformado em um complexo de ensino e hotelaria até meados de 2013. 
Para mais informações sobre o projeto de restauração: 

Fábrica Santa Amélia

Fábrica Santa Amélia

Trabalhos de restauração da Fábrica Santa Amélia (foto: Edgar Rocha)

Engenho Central São Pedro: casa (Pindaré-Mirim)
Descrição: Construído à margem direita do rio Pindaré em terreno outrora pertencente à extinta colônia de São Pedro, habitada por índios Guajajaras, o Engenho Central da Pindaré-Mirim, ou Companhia Progresso Agrícola, foi criado pelo Decreto-Lei nº 7.811, de 31 de agosto de 1880. 
Todo o maquinário e aparelhagem necessários à sua instalação foram importados da Inglaterra pela quantia de 28$000 réis e executado pelo técnico Robert Collond, da firma inglesa Fawcet Preston & Cia. Nessa oportunidade é que foram fixados em solo maranhense os trilhos da primeira ferrovia do Estado. 
Em 1888, ainda por iniciativa da mesma empresa, é instalado em Pindaré o sistema de iluminação elétrica, conferindo ao município um pioneirismo no gênero em todo o Brasil - pois, somente em 1892 é que a cidade fluminense de Campos foi dotada de energia elétrica. 
O Engenho Central, um dos melhores do Brasil, possuía 500 carros de boi, 35 carroças, cerca de 50 casas de madeira, três léguas de terra apta à lavoura e 10 km de via férrea. Hoje, este secular monumento, com sua tradicional chaminé, seus paredões em alvenaria, seu teto laminado sobre custosa estrutura de ferro, é um dos últimos representantes do sistema de engenhos centrais instalados no Brasil durante o Império.


Data de tombamento: 3-12-1998

domingo, fevereiro 19, 2012

Série Patrimônio Industrial do Brasil (Bahia)



Esta série de posts apresenta os bens do patrimônio industrial tombado pelo IPHAN. Cada post apresentará o patrimônio industrial de um estado brasileiro.
A descrição dos bens foi obtida no Arquivo Noronha Santos do IPHAN.


Bahia

É interessante notar que todos os bens industriais tombados na Bahia são fruto do densenvolvimento da indústria açucareira colonial e foram tombados no anos iniciais de atuação do IPHAN, quando se buscava consolidar uma visão de nação e de identidade nacional baseada, principalmente, na valorização da história e arquitetura colonial.

Engenho Lagoa: sobrado e capela (São Sebastião do Passé)

Descrição: O conjunto de sobrado e capela implanta-se sobre uma elevação de onde se dominam extensas pastagens, anteriormente ocupadas por canaviais. A capela se situa à esquerda da casa, muito próxima da mesma. 
A construção deste conjunto, um dos mais requintados do Recôncavo Baiano, deve datar do final do século XVIII, ainda que não se saiba com precisão, o que é indicado pela simetria de sua composição. 
O sobrado desenvolve-se em dois níveis: o primeiro formado pelo saguão e dependências e o segundo por salões, quartos, cozinhas etc. Devido à topografia, o segundo piso se apóia sobre arcaria, na frente e, no fundo, sobre o terreno. A monumentalidade caracteriza-o volumetricamente. O requinte de seu tratamento arquitetônico pode ser observado na disposição dos cunhais e cornija que emolduram a fachada, pelo desenho da arcaria, com segmentos côncavos e outros convexos e pelo correr de janelas de púlpito com gradil de ferro e sobreverga ondulada, do pavimento nobre. 
A capela, dedicada ao Espírito Santo, apresenta nave única ladeada por galerias abertas para o exterior e capela-mor flanqueada por sacristias. A da direita, abre-se diretamente sobre a capela por um vão guarnecido por treliças de madeira. Sua fachada principal apresenta porta central ladeada por duas janelas, que são superpostas por outras de igual número, no coro. O óculo foi modificado quando da reforma da casa-grande, no final dos oitocentos. O jogo de telhados - de duas águas, de meias-águas e alturas diferenciadas - conferem leveza ao volume.

Data do tombamento: 6-7-1942

Engenho Lagoa (fonte: http://canalrural.ruralbr.com.br)

Engenho Matoim: sobrado e fábrica de açúcar (Candeias)

Descrição: Em 1584, a propriedade de Jorge Antunes era composta de um engenho, casa-grande e da Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Foi destruído pelos holandeses e reconstruído pela família Rocha Pita no séc. XVIII. Em 1973, o local foi desapropriado pelo Estado da Bahia e passou a integrar o Centro Industrial de Aratú. 
Casa-grande de engenho construída em paredes de alvenaria mista de pedra e tijolo que suportam as tesouras do telhado. Sua planta desenvolve-se em torno de um pátio retangular. O imóvel possui três níveis: no primeiro andar há um porão, o segundo pavimento com saguão, ladeado por grandes salões com janelas conversadeiras e onde, originalmente, haviam 7 quartos de hóspedes, o terceiro pavimento possui janelas do tipo tribuna, salões, capelas, quartos e cozinha. O pátio corresponde ao terceiro nível, sendo contornado, em três lados, por uma galeria de arcos plenos apoiados em colunas toscanas, à feição dos pátios conventuais.

Data do tombamento: 6-9-1943


Engenho Embiara: sobrado (Cachoeira)

Descrição: A casa e a fazenda eram denominadas "Morgado Real do Embiara". A primitiva Capela data de 1637, porém o atual sobrado, construído por Bernardino José Aragão, só foi edificado em 1806. O sobrado foi habitado até 1940, por herdeiros da família Paes Aragão. 
Solar rural de dimensões e tratamento palaciano. O partido em "U", formando um pátio aberto no fundo, foi adotado no século passado em outras casas grandes e engenhos do recôncavo. Possuía estrutura de paredes auto-portantes de alvenaria de pedra e tijolo que suportavam o assoalho do primeiro pavimento e tesouras do telhado. Algumas divisórias do sobrado eram de estuque e seus cômodos se distribuíam em dois pavimentos. O sobrado assenta-se sobre um terrapleno, que forma um "atrium" diante do edifício, tendo como acesso escadaria semi-circular de lioz. O sobrado possuía grandes salões, dormitórios e capela. Encontra-se hoje em estado avançado de arruinamento.

Data do tombamento: 23-3-1943

Engenho Embiara

Engenho Vitória: sobrado, capela, crucifixo, senzala e banheiro (Cachoeira)

Descrição: Em 1812 inicia-se a construção do engenho, pelo Com. Pedro Bandeira, abastado negociante e senhor de engenhos da região e um dos introdutores da navegação a vapor na Bahia. 
O edifício é um dos mais representativos exemplos da casa rural assobradada. O sobrado é desenvolvido em três níveis, segundo planta em "T", originalmente ligado à fábrica. Uma passagem coberta, que serve de acesso tanto ao engenho quanto ao sobrado, divide o térreo em duas partes. De um lado a "loggia" e duas salas abrindo-se para o rio, do outro um salão em mármore, capela abobadada, depósito e quartos de criados. No pavimento nobre encontra-se os quartos e o salão de visita, que se projeta sobre o rio sendo flanqueado por duas galerias de arcos. O sótão foi ampliado e transformado em apartamento neste século. Merecem destaque a portada e o brasão em mármore da família Muniz e os azulejos do banheiro externo.

Data do tombamento: 23-3-1943

Engenho Vitória

Ruínas do Engenho Vitória (fonte: http://jomarlimafot.blogspot.com )

Engenho Freguesia: sobrado, fábrica de açúcar e Capela de Nossa Senhora da Piedade (Candeias)


Descrição: A Sesmaria, onde mais tarde surgiria o Engenho Freguesia, foi doada em 1560 a Sebastião Álvares. Nesta época, o engenho possuía grandes edifícios. Em 1624 foi incendiado pelos holandeses. 
A feição que a casa possui hoje é resultado das obras que aconteceram em 1760. Em 1900 o engenho deixa de moer e é desapropriado, em 1968, pelo Governo Estadual para a instalação do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, aberto ao público em 1971. 
A casa grande está implantada em uma encosta suave, em frente à casa existe um cais para atracação de saveiros, sendo este o único meio de acesso ao antigo engenho. Esta casa-grande é um dos raros exemplares, conhecidos no país, de edifício residencial desenvolvido em torno de dois pátios, com capela contígua - com porte de igreja matriz - e planta de corredores laterais e tribunas. A casa possui quatro pisos, sendo os dois primeiros parciais, devido a topografia. Sua planta desenvolve-se em partido de "T", com quartos, salas e alcovas voltados para os pátios. Muito interessante é a cozinha da casa com coifas e chaminés de tipo alentejano. Sua fachada é marcada pela predominância de vazios, sendo as esquadrias do séc. XVIII e gradis de balcões do séc. XIX. 

Data do tombamento: 14-9-1944

Engenho Freguesia

Engenho São Miguel e Almas: casa e capela (São Francisco do Conde)

Descrição: O engenho integrava o morgado instituído por José Pires de Carvalho, tendo suas terras demarcadas pelo Conselho Ultramarino em 1797. Em 1820, documentos registram a propriedade do Engenho de São Miguel com galeria de casa de moradia, fábrica e capela de pedra e cal. A propriedade continua em poder dos descendentes de seus primeiros proprietários. 
Pouco pode-se identificar no monumento devido ao seu avançado estado de arruinamento. Restam apenas a caixa de muros do sobrado e uma das sineiras da capela. Através de estudos analógicos, pode-se entender que a casa possuía planta retangular com circulação central e um apêndice do lado esquerdo com instalações de serviço. Sua fachada principal com predominância de cheios sobre vazios é uma composição típica do séc. XVIII. Já nas fachadas laterais predominam os vazios e os vãos apresentam cercaduras do tipo D. Maria I, que se difundiram na Bahia no século XIX. 
A capela que compunha este conjunto tinha uma só nave, ladeada de arcarias. Sua fachada possuia uma porta e duas janelas de coro e era culminada por frontão de estilo barroco ladeada por duas espadañas imitando torres.

Data do tombamento: 28-6-1944

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

teses e dissertações

Compartilhamos uma seleção de teses e dissertações produzidas no Brasil na área temática do patrimônio industrial. Clicando no título da tese, é possível baixar o texto completo.


TESES DE DOUTORADO: 


Manoela Rossinetti Rufinoni
Orientador: Kuhl, Beatriz Mugayar
USP, 2009


Gabriela Campagnol
Usinas de açúcar: habitação e patrimônio industrial 
Orientador: Carlos Roberto Monteiro de Andrade
USP, Escola de Engenharia de São Carlos, 2008


Eloisa Dezen-Kempter
O lugar do patrimômio industrial
Orientadora: Cristina Meneguello 
Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, 2011


DISSERTAÇÕES DE MESTRADO:

Henrique Telles Vichnewski 
As industrias Matarazzo no interior paulista : arquitetura fabril e patrimonio industrial (1920-1960)
Orientadora: Cristina Meneguello 
Universidade Estadual de Campinas . Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas , 2004

Mônica Peixoto Vianna
Núcleos residenciais da CESP: o processo de desmonte
Orientadora: Telma de Barros Correia 
USP, Escola de Engenharia de São Carlos, Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo, 2006

Roberto Pontes Stanchi
Modernidade, Mas Nem Tanto:  o Caso da Vila Operária da Fábrica Confiança, Rio de Janeiro, Séculos XIX e XX
Orientadora: Tania Andrade Lima
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, 2008


Danielle Couto Moreira
Arquitetura ferroviária e industrial: os casos das cidades de São João del-Rei e Juiz de Fora (1875 - 1930)
Orientadora: Telma de Barros Correia 
USP, Escola de Engenharia de São Carlos: Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo, 2007

terça-feira, janeiro 31, 2012

Mestrado em gestão, conservação e valorização do patrimônio industrial

Foi aberto o processo de seleção de candidatos para o Mestrado em gestão, conservação e valorização do patrimônio industrial da Universidade de Padova. Candidaturas podem ser submetidas até o dia 20 de fevereiro. 

Para mais informações sobre o programa, consultar o site  ou entrar em contato com: 
Dott. Roberto Galati
Università degli Studi di Padova
Dipartimento di Storia
Via del Vescovado, 30 - 35141 Padova

Clique aqui para ler os detalhes sobre processo de seleção. 

sexta-feira, janeiro 27, 2012

VI Colóquio Latino-Americano sobre Recuperação e Preservação do Patrimônio Industrial

Agora é oficial: contagem regressiva para o VI Colóquio Latino-Americano sobre Recuperação e Preservação do Patrimônio Industrial a ser realizado na cidade de São Paulo entre os dias 3 e 6 de julho de 2012.


A chamada para trabalhos está aberta até o dia 5 de março.


Divulguem o evento e seu belo site


quarta-feira, janeiro 18, 2012

Artigo "Industrial Archaeology and Brazilian Industrial Heritage"

Gabriela Campagnol, professora assistente da  Texas A&M University, publicou um excelente artigo intitulado "Industrial  Archaeology  and  Brazilian  Industrial Heritage" no Preservation Education & Research | PER Journal (volume 4, 2011). Leitura recomendada para conhecer mais sobre a preservação do patrimônio industrial no Brasil.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Arqueologia industrial redescobre Sao Caetano

DIÁRIO DO GRANDE ABC

Fragmentos e história
Mariangela Devienne Ferreira
Fragmentos de pratos e xícaras foram encontrados no primeiro trecho das escavações de obras da adutora do Projeto Aquapolo, que partiu da Estação de Tratamento de Esgoto ABC, na Avenida Almirante Delamare, em São Paulo, até a Avenida dos Estados, em São Caetano. As escavações cumpriram regulamentação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. As obras vão levar água de reúso para o Polo Petroquímico Capuava, em Mauá. 
O material encontrado está sendo catalogado, contabilizado e analisado. São cerca de 2.000 fragmentos. Seu destino: o acervo municipal, após liberação do Iphan/SP.
As peças foram encontradas na Rua Professora Maria Macedo a até seis metros de profundidade. Tinham coloração branca e detalhes em pinturas coloridas.
Aos quatro metros de profundidade, foram resgatados fragmentos e peças inteiras, pratos empilhados, tigelas e xícaras. Todos os materiais mostravam defeito de fabricação, indicando serem peças de primeira e segunda queima e provenientes de descarte da fábrica.
De acordo com a arquiteta que coordenou os trabalhos, Karin Shapazian, Louças Adelinas ficava na Rua Pernambuco, esquina com a Rua Professora Maria Macedo, em São Caetano. 


ADELINAS 
Adelinas era próspera. Exportava até para a Argentina. O nome da fábrica homenageava a mulher do proprietário (Manoel). Em 1947, em meio a um turbulento processo de separação do casal, a fábrica foi rebatizada como Manufatura Brasileira de Louças (MBL). Funcionou até 1952. 
AQUAPOLO 
A Aquapolo Ambiental é formada a partir de uma Sociedade de Propósito Específico entre a Sabesp e a Foz do Brasil - empresa de soluções ambientais da Organização Odebrecht. Esta parceria viabilizou a criação de um dos maiores projetos de água de reúso para fins industriais do mundo, tendo como insumo o esgoto tratado.
O Aquapolo envolve investimentos de R$ 364 milhões e tem capacidade para produzir até 1.000 litros por segundo de água de reúso para abastecer o Polo Petroquímico de Capuava, em Mauá. A Braskem, que integra o polo, consumirá 65% da produção do Aquapolo, que ainda pode ofertar o excedente de sua produção para outras indústrias da região.