Fábrica Klabin (PR)

Industria de Cimento Cimpor - João Pessoa (PB)

Fábrica de Discos Mocambo - Recife (PE)

Estacao das Docas - Belém (PA)

Fábrica Itambé - Sete Lagoas (MG)

Casa dos solteiros da "company town" Cia Industrial Pernambucana -Camaragibe (PE)

Fábrica de cigarros Sinimbu (RS)

Silos abandonados e ferrovia - Favela do Moinho, São Paulo (SP)

Fábrica de óleos vegetais - João Pessoa (PB)

SESC Pompeia antiga fábrica de tambores - São Paulo (SP)

Indústrias Matarazzo - São Caetano (SP)

Tinturaria e Estamparia Suzano - São Paulo (SP). Foto Glaucia Garcia de Carvalho e Douglas Nascimento

Fábrica de lâmpadas G.E. (RJ)

Chaminé da extinta Indústria Matarazzo - João Pessoa (PB)

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quinta-feira, julho 05, 2012

Passeio: Real Fábrica de Ferro de Ipanema

FLORESTA NACIONAL DE IPANEMA: DESBRAVADORES DO FERRO - Iperó (SP) 

Osasco,Pinheiros | 07/07, sábado. Saída às 7h do SESC Osasco e às 8h do SESC Pinheiros

A floresta ocupa uma área de mais de 5 mil hectares, sendo um dos mais importantes locais históricos do Brasil ao abrigar as antigas instalações da Real Fábrica de Ferro de Ipanema, construída durante o reinado de Dom João VI. Fazem parte da programação visitas à Casa Imperial, à Real Fábrica de Minério, aos Fornos e a todas as dependências do complexo da Primeira Siderúrgica de Minério do Brasil. O roteiro é indicado para pessoas com condicionamento físico adequado a caminhadas.  Inclui caminhada que percorre a trilha da Pedra Santa, com 3 horas de duração e média intensidade, lanche de bordo, lanche de trilha e ingresso.

Valores:
- Comerciários: R$ 89,00
- Usuários: R$ 102,00
- Outros: R$ 134,00 

Inscrições no SESC Osasco e no SESC Pinheiros a partir de 24/05, às 13h. 20 vagas por unidade.





Passeio: Arquitetura industrial de Paranapiacaba

Nos dias 11 e 14 (quarta e sábado) de julho de 2012 às 10h o SESC/SP organizará um passeio a Paranapiacaba. 


O distrito de Paranapiacaba constitui um verdadeiro patrimônio arquitetônico industrial. Localizado no município de Santo André, a vila foi projetada para abrigar os funcionários da empresa São Paulo Railway Company no século XIX.


Roteiro:
Saída do SESC da Vila Mariana às 10h (5 min de tolerância); 
Acompanhamento de guia profissional.
Retorno previsto ao SESC Vila Mariana às 15h30. 


Maiores informações:
SESC Vila Mariana
Rua Pelotas 141
Telefone: (11) 5080-3000
email@vilamariana.sescsp.org.br















quinta-feira, março 01, 2012

Trens Turísticos no Brasil

Conheça o Brasil pela janela do trem

Engana-se quem pensa que é preciso estar na Europa para viajar sobre os trilhos. O Brasil tem hoje 32 trens turísticos em operação, espalhados por 11 estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste

25 de Fevereiro de 2012.
Publicado por Equipe EcoViagem

Publicada em http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/turismo/transporte-ferroviario/conheca-o-brasil-pela-janela-do-trem-15538.asp



Engana-se quem pensa que é preciso estar na Europa para viajar sobre os trilhos. O Brasil tem hoje 32 trens turísticos em operação, espalhados por 11 estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Os passeios proporcionam uma viagem por entre a História do Brasil - regada a cultura, paisagens e muito charme.
Circulando por uma malha ferroviária de 30 mil km, os trens brasileiros atendem aos mais diferentes gostos – e bolsos. A viagem pode levar apenas alguns minutos ou durar 12 horas, dependendo do destino. Pode percorrer apenas um ponto turístico ou cruzar de um estado a outro. Pode ser em vagões simples ou esbanjando luxo. Pode ser uma viagem tranquila ou embalada por música e apresentações culturais. Seja como for, viajar de trem hoje é uma oportunidade única de ver o Brasil pela janela.
Entre os mais populares está o Trem do Corcovado, no Rio de Janeiro, que recebe anualmente mais de um milhão de passageiros.
Em São Paulo, a Estrada de Ferro Campos do Jordão leva o viajante a um romântico passeio entre as cidades de Campos do Jordão e Santo Antônio, num trajeto de 2h30 - que percorre a Serra da Mantiqueira, com paradas como a do Aldo do Legado, o ponto ferroviário mais alto do Brasil, com 1.743m de altitude.
Trem de Campos do Jordão


Trem de Luxo

Trem de Luxo
No Paraná, o Trem de Luxo, tão luxuoso quanto o nome, reconstitui o glamour e charme da época de ouro das viagens de trem, unindo decoração temática e belas paisagens.
Em Minas Gerais, os trilhos alcançam um universo que mistura história, cultura e arte, a bordo da famosa e charmosa Maria Fumaça. O trecho entre São João Del Rei e Tiradentes, por exemplo, é feito com guia e passa por diversos pontos turísticos, como a Serra de São José, conhecida também como Serra de Tiradentes, pela Mata Atlântica, Fazenda Centenária e Rio das Mortes. A rotaBelo Horizonte a Vitória, no Espírito Santo, é também uma opção diferente e divertida de viajar.
Na região Sul, um mergulho pela tradição gaúcha é o que promete o passeio na Maria Fumaça, que liga as regiões de Bento Gonçalves e Carlos Barbosa. A locomotiva realiza shows e apresentações de teatro durante o percurso. Outros eventos culturais completam a programação nas plataformas, durante as paradas.
Saindo do Sul para o Nordeste, há 22 anos o Trem do Forró agita os turistas durante as festas juninas no percurso entre Recife e Caruaru. Em cada um dos 10 vagões, um grupo diferente de forro pé-de-serra agita os viajantes, durante trajeto de cinco horas regado a muita dança. O trem chega a carregar mil pessoas a cada viagem.
CRESCIMENTO
Mesmo ainda distantes das opções prioritárias de roteiros turísticos, o transporte ferroviário tem registrado amplo crescimento nos últimos anos. Somente em 2011, mais de cinco milhões de passageiros escolheram os trens como meio de transporte, volume 33% maior que o do ano anterior. E a meta para o futuro é ambiciosa, segundo o presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos Culturais (ABOTTC), Sávio Neves: “O setor ferroviário vem aos poucos ocupando um espaço importante no mercado interno do turismo.
É um trabalho lento e que demanda grandes investimentos. No entanto, com os trens que estão pra entrar em operação e o esforço que o setor pretende fazer para melhorar sua performance temos condições de chegar a 2016 com a marca de 10 milhões de passageiro por ano”.
Desde 2010, o Ministério do Turismo coordena um Grupo de Trabalho de Turismo Ferroviário que tem como missão desenvolver políticas de fomento ao turismo ferroviário no país. Para este ano, a prioridade é definir os projetos de trens que serão implementados nos próximos meses - há mais de 50 propostas de prefeituras e entidades privadas em análise.
A expectativa do Ministério do Turismo é colocar novos trens nos trilhos este ano, aumentando a oferta de atrativos turísticos nas diversas regiões do País. “Vamos definir quais projetos poderão ser desenvolvidos mediante concessão de bens móveis (vagões, mobiliários) e imóveis (estações) da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e aporte de recursos públicos”, explicou o diretor do MTur e coordenador do Grupo de Trabalho responsável pela área, Ricardo Moesch.
DE OLHO NA COPA
O Ministério do Turismo espera receber 600 mil turistas estrangeiros durante a Copa do Mundo 2014. Além disso, outros 300 mil brasileiros vão circular pelas cidades-sede no período dos jogos. De olho nesse enorme contingente de passageiros, empresários do setor e do governo correm atrás das oportunidades para impulsionar o segmento, aumentar o número de trens em circulação e modernizar as operações atuais.
Como as operações ferroviárias estão fora dos grandes centros, os trens representam grandes oportunidades de se interiorizar o turismo no Brasil. “São ótimas opções para os turistas conhecerem o país, entre um jogo e outro”, destaca Sávio Neves.
Para colocar os turistas nos vagões durante a Copa, a ABOTTC aposta numa estratégia robusta de articulação junto a operadoras de turismo, de forma a inserir os roteiros ferroviários nas prateleiras dos viajantes. Com esse esforço, espera-se ainda mudar o paradigma do modelo de transporte do Brasil, que não contempla o ferroviário. “Além de um amplo esforço de comunicação e marketing, precisamos alertar dirigentes e sociedade civil para a oportunidade de negócios do nosso setor”, reforça.
Pra garantir sucesso nas oportunidades criadas na Copa e das Olimpíadas, o setor ferroviário trabalha para se conhecer mais. Uma parceria entre o Sebrae e a ABOTTC resultou recentemente no estudo ‘Trem é Turismo’, um diagnóstico dos principais desafios e competências essenciais para o bom desempenho de 24 operadoras de trens turísticos e culturais, visando o aumento da competitividade do segmento.

Fonte: MTur

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

"1908, um Brasil em exposição"

 Pavilhão das Indústrias
Uma mostra na Caixa Cultural-DF expõe em Brasília a história da Exposição Nacional de 1908. Esta é uma ótima oportunidade para conhecer mais, por meio de fotografias, pinturas e gravuras, organizadas em pavilhões especialmente montados para o evento, sobre a história da industrialização e da urbanização no Brasil.
A Exposição Nacional de 1908  organizada pelo Governo Federal no Rio de Janeiro a fim de celebrar o centenário da Abertura dos Portos às transações marítimas internacionais (1808). 

Pavilhão das Máquinas
A Exposição Nacional de 1908 foi organizada pelo Governo Federal no Rio de Janeiro a fim de celebrar o centenário da Abertura dos Portos às transações marítimas internacionais (1808). O objetivo da Exposição era realizar um grande inventário da economia do país, apresentando  produtos naturais e manufaturados, oriundos de diversos estados brasileiros, e também apresentar a nova Capital da República - urbanizada pelo Prefeito Pereira Passos e saneada por Oswaldo Cruz - a diversas autoridades nacionais e estrangeiras que a visitaram.
"1908, um Brasil em exposição" pode ser vista de terça-feira a domingo, das 9h às 21h, até 26 de fevereiro. A Caixa Cultural fica no anexo da Caixa Econômica Federal, SBS Quadra 4, lote 3/4. A entrada gratuita.


Para aqueles que (como eu), infelizmente, não poderão visitar a exposição, deixamos alguns links com imagens da Exposição: 

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Placas informativas do Patrimonio Industrial em Toronto

A formas de promover o patrimônio industrial são múltiplas e, às vezes, soluções simples podem ser bastante eficazes para despertar o interesse do público sobre o passado industrial. A cidade de Toronto, Canadá, usa placas explicativas nos monumentos industriais e nas paradas de tramway. Assim, ao caminhar ou esperar o trem, as pessoas podem conhecer mais sobre o patrimônio industrial da cidade. 




Placa informativa da parada do tramway em Toronto, Canadá


Para conhecer as outras placas sobre o patrimônio industrial na cidade de Toronto, clique aqui.


quinta-feira, janeiro 06, 2011

Patrimonio Industrial y turismo: una opción para comunidades obreras

Patrimonio Industrial y turismo: una opción para comunidades obreras
Apuntes sobre el barrio BENITO LEGERÉN de Concordia

Por Darío Martínez (*)

Según la generalidad teórica acerca del término patrimonio, encontraremos definiciones que refieren mayoritariamente a la idea que el mismo se conoce como todo lo que se hereda de los padres. Desde esta noción existen opiniones críticas en cómo y quiénes escogen cuáles son los bienes patrimoniales a conservar y exhibir en una comunidad. A continuación, algunos conceptos y conclusiones emergentes de una investigación realizada en el barrio Benito Legerén de Concordia durante 2010.

Patrimonio 
Sobre este tema Fernández y Guzmán Ramos (2003) sugieren que el patrimonio tiene relación con la identidad de un grupo (es decir, cómo este se concibe a sí mismo),  frente a las posturas que designan aquello que es o pueda ser patrimonializable. Por lo tanto, sería la propia comunidad la que refiere a sus bienes culturales y los activa como patrimonio.  El proceso de activación, desde esta última postura, ocurre en el ámbito local y no depende de decisiones externas. Según García Canclini (1993), tiene preponderancia la construcción social de los símbolos frente a los bienes materiales heredados.  Por su parte, desde la arquitectura, Garré (2001) explica que:
Desde inicios de los 80's se da por terminada la concepción de patrimonio que centraba su análisis exclusivamente en valores estéticos y simbólicos de las obras consideradas, hasta incluir hoy distintos elementos culturales (sociológicos, productivos, tecnológicos, etc.) e incorporando el contexto urbano y ambiental,… (Garré, 2001:14)
Desde una mirada cualitativa, interesa conocer la valoración que los residentes asignan a las actividades vinculadas con el trabajo, sociales, culturales, que dieron origen a la comunidad y que, se supone, devinieron en bienes culturales tangibles e intangibles. En tal sentido, Arévalo (2004) expresa: "Los bienes patrimoniales constituyen una selección de los bienes culturales. De tal manera el patrimonio está compuesto por los elementos y las expresiones más relevantes y significativas culturalmente" (Arévalo, 2004:929). La construcción simbólica y representaciones de la comunidad se expresan en la identidad y en lugares de la memoria que son referidos de manera continua y determinan su actual forma de vida. Estas expresiones de identidad, por lo tanto, son visibles en "las señas y los rasgos identificatorios", los que  "configuran el patrimonio." (Arévalo, 2004:929).

La evolución tecnológica y el desarrollo económico han delimitado territorios en los que se localizan edificios, viviendas, complejos fabriles y parques industriales, los que pueden relacionarse con la idea de patrimonio industrial.  Según el Commitee For The Conservation Of The Industrial Heritage (2003)  (Comité Para La Conservación del Patrimonio Industrial) el Patrimonio Industrial se compone de los restos de la cultura industrial que poseen un valor histórico, tecnológico, social, arquitectónico o científico. Dentro de este marco, se agrega que los restos consisten en edificios y maquinaria, talleres, molinos y fábricas, minas y sitios para procesar y refinar, almacenes y depósitos, lugares donde se genera, se transmite y se usa energía, medios de transporte y toda su infraestructura, así como los sitios donde se desarrollan las actividades sociales relacionadas con la industria, tales como la vivienda, el culto religioso o la educación.

Los frigoríficos, junto con las explotaciones petrolíferas, mineras, caña de azúcar, ferrocarriles, galpones de esquila de la Patagonia y la industria forestal, son las expresiones industriales más reconocibles con la prosperidad de la Argentina desde finales del siglo XIX hasta mediados del siglo XX (Norrild, 2002:16).
No obstante, la activación del patrimonio es un carácter de cada sociedad, de acuerdo a la percepción y definición de cada caso, en los que las experiencias previas, creencias e idiosincrasia influyen en ese proceso. En el caso de grupos definidos sobre la misma base socio-económica, étnica o religiosa, se afirma que "comparten la misma percepción del patrimonio" (Aplin, 2002:30).

Los company town  (pueblos fábrica) tuvieron la particularidad de dominar un amplio territorio, el que proveía materia prima, medios de transporte y recursos para su funcionamiento. Bajo estas condiciones, el ordenamiento del paisaje ocurría con impacto social en la comunidad, con la construcción de viviendas y espacios comunes para los obreros. Este modelo fue utilizado por industrias ligadas a los recursos naturales y las extractivas. En el caso de los frigoríficos, el aprovechamiento de la energía laboral y la ausencia de un mercado laboral previo, obligó a las empresas a organizar el espacio urbano con su correspondiente sistematización.

Frigorífico CAP YUQUERÍ, un atractivo latente

El barrio Benito Legerén, al sur de Concordia, se caracteriza por su dinámica de poblado de campo en lenta urbanización. Su pujanza se sitúa en la historia de los grandes frigoríficos de la Argentina de la década del ´30 (siglo XX), cuando el mercado de las carnes y el modelo de producción de la época demandaba numerosos obreros. Es así, que ferrocarril mediante, Benito Legerén adquirió importancia como asentamiento de trabajadores para el funcionamiento del Frigorífico Yuquerí, el que faenaba diariamente alrededor de 800 cabezas de ganado vacuno. En este contexto, ese barrio se fue consolidando en un poblado dependiente del frigorífico y también como sociedad con dinámica propia, fundando sus propios espacios públicos como la plaza, iglesia, centro cultural y club social.

En la actualidad, luego del cierre definitivo del frigorífico a principio de los '80s, el barrio mantiene los rasgos de aquella comunidad, aunque con su patrimonio arquitectónico (caseríos de obreros) e industrial (estructuras del frigorífico) en estado de deterioro avanzado. Los actuales habitantes, en su mayoría descendientes de aquellos trabajadores, han mantenido cierta actitud de pertenencia al lugar y respeto por los vestigios de la empresa que empleó a sus abuelos y padres, por lo que la posibilidad de impulsar una puesta en valor de los espacios con valor patrimonial sería viable, en el supuesto que exista consenso en la comunidad.
Un antecedente cercano a estas experiencias relacionadas con el patrimonio es el caso de Pueblo Liebig - en la zona de Colón, Entre Ríos -, en el que la comunidad ha encarado una clara disposición al turismo industrial, aprovechando las estructuras del Liebig's Extract of Meat Company. Si bien no sería prudente pensar en una réplica de este caso para Benito Legerén, es atinado anticipar que tarde o temprano podrían surgir desde distintos sectores propuestas fundadas en  el negocio del turismo con las que se deberán armonizar intereses bajo una política de turismo exclusiva para ese barrio.

En el caso de Benito Legerén -una zona no turística-, el patrimonio reconvertido y utilizado como recurso turístico puede aportar al bienestar social o calidad de vida. Prats, en referencia a estas comunidades, afirma que, si bien pueden estar en situaciones de armonía con el patrimonio y cierta contribución de este a la mejora de la calidad de vida, "no por ello se suele renunciar, con mayor o menor fundamento, a la expectativa de participar mediante la activación patrimonial y en mayor o menor medida del gran negocio turístico" (Prats, 2003:130).

El patrimonio de Benito Legerén  continúa reproduciéndose en escritos y material fotográfico circulante por Internet , en el que se publican lugares -como la escuela, frigorífico, playas- a la par de anécdotas, poemas y citas de personajes. También son notables las recurrentes referencias al establecimiento frigorífico -"el frigorífico"; "el Yuquerí"-, lo que permite aseverar que es un factor fundamental de identidad y diferenciación de sus habitantes, tanto en épocas de prosperidad como en la actualidad. Es común encontrar en los relatos -de viejos y jóvenes- una evidente pertenencia y defensa de valores de la comunidad, centrados especialmente en torno al trabajo y a vecinos referentes del barrio. Este reconocimiento del patrimonio por parte ex obreros y descendientes evidencia un proceso identitario intergeneracional.  La pertenencia, alcanzando hasta tres generaciones, parece superar el escollo de la ausencia de la fábrica como referente principal de la comunidad.

Es incuestionable que la situación en el presente de la comunidad es de precariedad en su infraestructura, vías de acceso y  servicios básicos. La comparación con épocas de plena producción del frigorífico Cap Yuquerí  y la actualidad, pone de relieve las diferencias socioeconómicas entre estas realidades históricas. También es una característica de estos tiempos la velocidad del recambio tecnológico y la obsolescencia temprana que afrontaron las industrias al final del siglo XX.

El interés del turismo cultural por estos baldíos industriales es una oportunidad para Benito Legerén, por lo que es interesante la posibilidad de encarar acciones que permitan visualizar los intereses de la comunidad y su posición frente al fenómeno del turismo como alternativa genuina de desarrollo

BIBLIOGRAFÍA
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* Licenciado Binacional en Turismo (UNER-UDELAR)
E Mail: dariofcad@yahoo.com.ar